Urticária crônica espontânea

O que é a urticária crônica espontânea?

Os termos usados para descrever a urticária e seus sintomas costumam variar. É comum a utilização de termos como placas, vergões, pápulas, manchas e vermelhidão na pele. O nome apropriado para descrever as manifestações da urticária é urticas, sempre acompanhadas de coceira (prurido).

Dessa forma, a urticária é uma doença caracterizada por urticas na pele, geralmente acompanhadas de coceira e inchaço. Para entender o que é a urticária crônica espontânea é preciso saber a que se referem os termos “crônica” e “espontânea”. A palavra “espontânea” está relacionada a não identificação de um agente causador das urticas na pele que caracterizam a doença.1-3

Ou seja, neste caso o aparecimento dos sintomas não está relacionado ao calor, frio, alimentos ou plantas, por exemplo.

Já o termo “crônica” diz respeito à duração dos sintomas, que neste caso ultrapassa o período de 6 semanas. 1-3

A urticária crônica espontânea é, portanto, um tipo imprevisível de urticária e cujos sintomas duram por mais de seis semanas.

A urticária crônica atinge de 0,5 a 1% da população2 e mais de 2/3 destes casos crônicos são também espontâneos,2 por isso, a UCE é comumente chamada de urticária crônica, apenas.

A urticária crônica espontânea pode ocorrer em qualquer idade, sendo pouco frequente em crianças e mais comum em mulheres entre 20 e 40 anos.2 Estima-se que cerca de 1% da população afetada pela urticária crônica espontânea e as mulheres são duas vezes mais propensas que os homens a manifestarem a doença. 2

Apesar de a urticária ser caracterizada por urticas na pele, o sofrimento dos pacientes é muito mais profundo.2,4-7 O paciente de urticária crônica tem a qualidade de vida bastante comprometida, tanto por causa da coceira intensa e pela presença das urticas, que causam grande incômodo social, ou ainda por conta de alguns tratamentos muito prolongados a que o paciente pode ser submetido.

Referências

1. Greaves M. Allergy Clin Immunol 2000;105:664–72.
2. Maurer M, et al. Allergy 2011;66:317–30.
3. Zuberbier T, et al. Aller.
4. O’Donnell BF, et al. Br J Dermatol 1997;136:197–201.
5. Kang MJ, et al. Ann Dermatol 2009;21:226–9.
6. Barbosa F, et al. J Health Psychol 2011;16:1038–47.
7. Engin B, et al. J Eur Acad Dermatol Venereol 2008;22:36–40.