Edema macular diabético

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Edema macular diabético: o maior risco de cegueira na idade adulta1

Perder a visão na idade adulta pode ser mais frequente do que se imagina. E a principal causa de cegueira em pessoas com idade produtiva1 está relacionada a uma doença que, aparentemente, parece não ter relação com os olhos: o diabetes.

Diabéticos como André Marques devem ficar atentos | Fonte: extra.globo.com | 18/04/2014

Dentre as possíveis complicações oftalmológicas do diabetes, a que gera maior preocupação e risco de cegueira é o edema macular diabético.1O edema macular é consequência da retinopatia diabética, uma doença que atinge os vasos sanguíneos dos olhos e é resultante do excesso prolongado de açúcar no sangue.

Poucas pessoas sabem do risco que os olhos correm devido, até, a doenças não diretamente relacionadas à visão. O diabetes, principalmente através do edema macular, é a principal causa de perda visual na população economicamente ativa, muito mais do que o glaucoma e a catarata.

- Dr. André Gomes - Oftalmologista Especialista em Retina - CRM 59 811 SP

Depois de 20 anos com diabetes, 90% dos pacientes com o tipo I e 60% dos pacientes com o tipo II desenvolvem retinopatia diabética2. Não há muitos dados nacionais sobre a incidência de edema macular diabético. Estudos regionais mostram que a doença atinge de 24% a 39% 3-5 das pessoas com diabetes, ou seja, cerca de 3 a 6 milhões de brasileiros, considerando a base do ano de 2015 quando no Brasil haviam 14.3 milhões de pessoas com diabetes. A expectativa para 2040 é que hajam 23.3 milhões portadores da doença6.

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O edema macular diabético pode afetar adolescentes e jovens adultos com diabetes. É uma doença que, se não diagnosticada e tratada de forma adequada, pode levar à perda da visão, resultando em impactos severos e negativos à qualidade de vida do paciente.

O que é o edema macular diabético

A retina é o revestimento interno do olho que é sensível à luz e contém nervos, vasos sanguíneos e células fotorreceptoras. No fundo do olho encontra-se uma região denominada mácula, uma pequena área especializada da retina que é responsável pela visão central, além de possibilitar a visão de cores.

A hipertensão arterial também é um fator de risco para o edema macula diabético. Ela é uma doença correlata ao diabetes, que é multissistêmico e atinge diversas partes do corpo. Por isso, o controle rigoroso da doença ao longo da vida é fundamental para evitar quaisquer complicações.

- Dr. André Gomes - Oftalmologista Especialista em Retina - CRM 59 811 SP

O edema macular diabético ocorre como resultado do excesso prolongado de açúcar no sangue. Esse processo, promove o aumento da permeabilidade dos vasos sanguíneos, que leva ao acúmulo de líquido e depósitos de proteínas na retina e/ou mácula. Isso causa o inchaço da retina e prejudica a sua função.

O fator de crescimento vascular (VEGF) é uma proteína que promove a permeabilidade vascular. No edema macular diabético, os níveis elevados de VEGF aumentam a permeabilidade vascular, afrouxando as junções entre as células das paredes dos vasos sanguíneos. À medida que as junções se afrouxam, os líquidos dentro dos vasos sanguíneos vazam para os tecidos em volta da retina e próximos à mácula, formando o edema macular diabético.

Referências

1. Saaddine JB, et al. projection of diabetic retinopathy and other major eye disease among people with diabetes mellitus. United States, 2005-2050. Archives of Ophthalmology. 2008; 126: 1740-1747.
2. Diretrizes Brasileiras de Diabetes (SBD) de 2012 e 2013.
3. Ramos SR, Sabbag FP, Busato D, et al. Retinopatia diabética: estudo de uma associação de diabéticos. Arq Bras Oftalmol. 1999;62:735-7.
4. Foss MC, Paccola GMGF, Souza NV, et al. Estudo analítico de uma amostra populacional de diabéticos tipo II da região de Ribeirão Preto (SP). AMB Rev Assoc Med Bras. 1989;35:179-83.
5. Escarião PH, Arantes TE, Figueiroa Filho NC, et al. Epidemiology and regional differences of diabetic retinopathy in Pernambuco, Brazil. Arq Bras Oftalmol. 2008;71(2):172-5.
6. International Diabetes Federation, Diabetes Atlas 7th Edition, 2015, acessado em abril/2016: http://www.idf.org/diabetesatlas.