Leucemia mieloide crônica (LMC)

Diagnóstico da leucemia mieloide crônica (LMC)

O grande desafio relacionado ao diagnostico da leucemia mieloide crônica se dá pela falta de manifestação de sintomas específicos da doença, e às vezes até pela falta de qualquer sinal de que haja algo errado. Por isso, para que a doença seja diagnosticada de forma precoce, o que aumenta a probabilidade de sucesso no tratamento1, é importante manter os exames de rotina sempre em dia e buscar o diagnóstico junto ao médico assim que houver a manifestação de qualquer sinal ou sintoma.

Como os sintomas da LMC não são específicos, o paciente é normalmente encaminhado ao hematologista após um primeiro hemograma alterado, em geral com o número de leucócitos bastante elevado. Para o diagnóstico da leucemia mieloide crônica temos que fazer vários exames muito específicos, para termos certeza do diagnostico verdadeiro e da fase em que a doença está. Esses exames incluem cariótipo de medula óssea, mielograma e exames de biologia molecular.

- Dra. Monika Conchon, onco-hematologista do Hospital Santa Marcelina, sócia e médica responsável do Laboratório inSitus Genética – CRM 64334

Entre os testes e exames que o médico pode conduzir para afastar ou confirmar o diagnóstico da leucemia mieloide crônica, estão:

  • Exame físico e avaliação do histórico de saúde do paciente: nesse exame, o médico vai avaliar se há algum sinal da leucemia mieloide crônica visível (como inchaço no baço), e também conversar com o paciente para entender seus hábitos e histórico de saúde.2
  • Hemograma completo: trata-se de um exame de sangue, que permite saber a quantidade de cada célula sanguínea (glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas).2
  • Aspirado (ou punção) e biópsia da medula óssea: esse exame consiste na remoção de células da medula óssea e de um pequeno pedaço de osso da crista do osso ilíaco (região da bacia) ou do osso esterno (localizado no meio do tórax). O material obtido é avaliado no microscópio, onde se averigua a presença de alguma anormalidade nas células.2
  • Exame citogenético: o objetivo desse exame é avaliar a presença do "cromossomo Philadelfia" nos glóbulos brancos (leucócitos). O exame é feito a partir de uma amostra de sangue coletada da medula óssea.3
  • Exame de PCR (reação em cadeia da polimerase): esse exame de sangue é bem simples, e mede a quantidade do gene BCR-ABL (que causa a leucemia mieloide crônica Ph+) e busca outras mudanças específicas na estrutura ou na função dos genes, que possam indicar a presença da doença.3
Exames para o acompanhamento da LMC

Tanto o hemograma, quanto o exame citogenético e o PCR são usados mesmo depois da confirmação do diagnóstico da leucemia mieloide crônica, como ferramentas importantes para acompanhar a resposta dos pacientes do tratamento prescrito1,2 – e a eventual necessidade de uma nova abordagem terapêutica. Saiba mais na cartilha da ABRALE.

Referências

1. ABRALE. Câncer Infantil - Leucemia Mieloide Crônica (LMC). Disponível em: http://abrale.org.br/leucemia-infantil/lmc-infantil. Último acesso em junho de 2016.
2.National Cancer Institute. Chronic Myelogenous Leukemia Treatment (PDQ®)–Patient Version. Disponível em: http://www.cancer.gov/types/leukemia/patient/cml-treatment-pdq. Último acesso em junho de 2016.
3.ABRALE. Teste Molecular: Um guia para atingir suas metas de tratamento na LMC Ph+. Disponível em: http://www.abrale.org.br/docs/lmc/teste-molecular.pdf. Último acesso em junho de 2016.